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Será carência ou ingenuidade?


Quando escolher ser divorciado (a) pode ser uma arapuca.

Hoje uma amiga veio me pedir uma ajuda. Queria uma opinião minha enquanto homem. Está divorciada, tem um filho e vive com um homem que não é divorciado, mas está separado da esposa. Ela vive com ele há algum tempo, quase um ano, mas agora está percebendo que não vê nele nenhuma atitude com relação a estar realmente com ela.

Me perguntou se quando um homem está vivendo com uma mulher e não se dispõe a estar comprando nada para a casa além de alimento, nenhum móvel, nenhuma obra que traga melhoria a moradia, se este homem tem alguma vontade de assumir esta situação?


A casa é da minha amiga. Logo, ela está preocupada em estar “mantendo” um homem em sua casa, mesmo que ele ajude com as compras do mês e algumas contas, mas não está interessado em estar “assumindo” (como dizem) o relacionamento com ela.

Bem, depois de algum tempo vivendo nesta terra, convivendo com tanta gente como convivo e tendo a visão aberta para perceber o que está acontecendo atualmente entre as relações humanas, percebo que ela é como muitas e muitos que estão por aí que não tem mais paciência em lutar por um casamento já que a mídia e todos os formadores de opinião fuzilam nossas mentes com o argumento que temos que só ser feliz. Buscar essa felicidade custe o que custar.


Mas felicidade não é isso. Felicidade é estar bem consigo mesmo e, consequentemente, passar este “estar bem” para os mais próximos.Ela é uma grande porcentagem de pessoas que escolheram viver sem um marido ou uma esposa e agora não sabem mais como é viver consigo mesmo. Pessoas que já foram casados são pessoas que não confiam tanto no outro já que um dos maiores motivadores de separações é efeito de desconfianças e traições.
Pessoas que já foram casadas, viveram tanto tempo com outra pessoa, renunciaram tantas vezes suas vontades e seus desejos que ao se verem vivendo sem “um outro” não sabem mais colocar as vontades e desejos em prática.

Mas tudo é possível e só depende de não querer mais se enganar ou se deixar ser enganado. Uma amiga minha do Facebook postou uma vez que não acredita no amor entre homem e mulher e sim em algo que ela não sabe dar nome. Um grande sentimento de amizade ou um carinho enorme pelo outro ou um misto de sentimentos bons que não chegam nem perto do que é, realmente, o amor. Para ela, só quem tem um filho (a) sabe o que é amar outra vida de verdade.

Bem, isso é o que ela concluiu depois de tantos erros com relacionamento onde acreditava estar amando e que aquela relação se tornaria um futuro casamento. Muitas pessoa carentes neste mundo por não conseguirem mas se situar num mundo tão delirante.

Bem, o conselho que dei a ela foi o que ela já sabia, mas não queria ver. Que ela estava este tempo todo enxugando gelo. Já que esse seu “companheiro” não está nem um pouco interessado nela como uma futura esposa e sim como atualmente uma mulher que satisfaça seus desejos, faça suas vontades.


Carência é algo que pode levar um ser tão inteligente a se comportar como um simples gatinho que se esfrega em nossas pernas implorando carinho ou comida. Esse é um mal que está em constante crescimento devido a uma vida tão dinâmica e tão online. Ou existirá uma nova raça humana ou a que existe será extinta por falta de convivência. Isso me fez lembrar uma história sobre carinho quente. http://migre.me/f2kGH
Pense nisso!!!


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